Fique por dentro do universo do Food Truck em Curitiba e conheça os melhores eventos de Food Park


Descubra como chegar ao seu melhor caminhão de comida e qual é a historia dessas cozinhas sobre rodas que percorrem toda curitiba. Aqui você também vai ficar sabendo sobre os eventos de Food truck para Curitiba.

2016

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MERCADO

O modelo de negócio “Food Truck” está inserido no mercado da alimentação fora de casa. Segmento que em 2014 movimentou R$ 140 bilhões segundo o Ibope Inteligência.

O mercado da alimentação fora de casa vem apresentando crescimento expressivo nos últimos anos. Os principais motivos relacionados a este crescimento são: as mudanças no estilo de vida dos brasileiros, que hoje dedicam mais tempo ao trabalho fora de casa do que ao preparo dos alimentos; e a associação da comida fora de casa ao lazer. Em um levantamento feito pela empresa de pesquisa Mintel, que perguntou a 1,5 mil pessoas como elas planejavam gastar algum dinheiro extra que receberiam neste ano – 28% responderam "comer fora". Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alimentação fora de casa consome, em média, 31,1% do total de gastos das famílias brasileiras.

 

Dentre as diversas modalidades que competem no segmento, como restaurantes, padarias, lanchonetes e carrinhos de hot dog, os Food Trucks estão entre as opções com maiores taxas de crescimento. Nos Estados Unidos, uma análise do Instituto de pesquisa IBISWorld sobre o setor de venda de comida de rua, aponta que o segmento de Food Trucks foi o que mais cresceu entre os anos de 2008 a 2012: de 15%, passou a responder por 37% das receitas do setor. O segmento onde está inserido o "Food Truck" também inclui barracas, traillers (reboque que se atrela a veículos, com espaço e equipamento próprio) e vendedores ambulantes de comida pronta.


Esta tendência deve se repetir também no mercado Brasileiro, pois os Food Trucks atendem vários requisitos em alta na preferência dos consumidores, como variedade, qualidade, preço, praticidade e lazer.

A tendência é que o mercado da alimentação fora de casa continue crescendo nos próximos anos, mas com taxas menores devido ao momento econômico. Segundo Donna, da ECD, as expectativas de crescimento para os próximos anos giram em torno de 11%, levando em conta desafios como a inflação sobre os preços dos serviços e dos alimentos.

 

ENTRADA NO MERCADO
As pesquisas apontam para oportunidades de crescimento e retorno para empreendedores do ramo. No entanto, a decisão de entrar no mercado e investir em um Food Truck deve ser bem pensada e planejada.

O investimento inicial varia de acordo com o modelo e tamanho do veículo, equipamentos instalados, estilização e estratégia de crescimento. Em São Paulo, empresas especializadas cobram desde R$20mil a R$350mil para a transformação de veículos em Food Trucks. Além da opção de se iniciar do zero, também já existem franquias no mercado. Segundo Reinaldo Messias, consultor do Sebrae/SP, um negócio do tipo pode precisar de até 400 mil reais de investimento.


RENTABILIDADE
As margens de lucro e o retorno no investimento variam de acordo com o posicionamento de preços, custos operacionais e volume de vendas. Abaixo, alguns empresários do ramo relatam sobre a rentabilidade de seus negócios.
Zeca Amaral, chefe de cozinha, proprietário do Food Truck "Cozinha com Z", relata, em entrevista ao canal G1 (globo.com, 19/04/2015), que o investimento em seu Food Truck foi de R$200 mil e ele chega a servir cerca de 200 refeições em quatro horas, com um faturamento de R$ 4 mil por dia.

O empresário Reinaldo Zanon, proprietário da franquia Food Truck "Los Cabrones", em reportagem publicada no Diário da Manhã em 22/01/2015, explica que o valor do investimento na franquia é de aproximadamente R$ 67 mil, e que o faturamento pode chegar a R$ 45 mil mensais, com lucro líquido de 20% a 35%.
A nutricionista Bruna Gomes, em reportagem à Veja São Paulo, diz que investiu R$80 mil em churros, guloseima muito popular em Santos, sua cidade natal. Hoje ela administra e põe a mão na massa nos dois carrinhos da "Chucrê: Churros Gourmet" e vende uma média de 800 doces por domingo.

Outro relato em reportagem da mesma revista, é a do negócio especializado em vinhos Los Mendozitos, dos amigos André Fischer, Danilo Janjacomo e Ariel Kogan. Suas lojas sobre rodas, com um valor de investimento em torno de R$50 mil, equipadas com três adegas para 33 garrafas cada uma, atendem a festas fechadas e feiras gastronômicas quase todos os dias em São Paulo e Rio de Janeiro. A bebida pode ser adquirida em taças (10 a 16 reais) ou garrafas (55 a 85 reais). Por mês, eles abastecem o estoque com 2.500 unidades trazidas da região de Mendoza, na Argentina. São vendidas pelo menos noventa por evento.

 

BARREIRAS E CONCORRÊNCIA
O Food Truck aparece como uma oportunidade de abrir um primeiro restaurante, ou expandir um já existente, com relativamente baixo investimento inicial e bons retornos.

No entanto, existem outras restrições, além das financeiras, a serem consideradas antes de entrar no negócio, como: Canais de distribuição, Licenças Municipais e Espaços Privados.

Para iniciar um negócio, é necessário constituir empresa e obter concessão da prefeitura e da vigilância sanitária, que irão avaliar e autorizar o uso do equipamento (veículo). Para operar, os Food Trucks podem ser instalados em ruas e avenidas das cidades ou em espaços privados, como lotes de estacionamentos (pagos ou não), food parks (espaços comerciais destinados ao aluguel de vagas para Food Trucks) e eventos.

Hoje, questões legais e de uso dos espaços públicos restringem a exploração da atividade nas ruas das cidades. A cidade de São Paulo foi a primeira no Brasil a elaborar e aprovar, em 2014, leis para regulamentar a exploração de vias públicas pelos Food Trucks - a Lei Municipal 15.947/13 e Decreto Municipal 55.085/14, que regulariza o comércio de comida de rua e a emissão do Termo de Permissão de Uso (TPU). Anteriormente, as leis só existiam para o comércio de cachorro quente, pipoca e churros. Hoje, ela regulamenta o comércio de alimento nos Food Trucks, barracas, carrinhos, quiosques, trailers e tabuleiros.

O TPU é obrigatório para quem deseja explorar o comércio de alimentos nas ruas da cidade e seu custo anual corresponde a uma porcentagem do valor de mercado oficial do metro quadrado do quarteirão onde o negócio estiver instalado, tomando-se como base a área utilizada. Em São Paulo, o custo mínimo será de R$192,65 por ano. As licenças são limitadas e para conseguir uma o interessado deve percorrer o processo estabelecido pela prefeitura. Em caso de haver mais de um interessado no mesmo ponto, a licença será definida por sorteio.

As prefeituras de outras cidades do país também estão seguindo o modelo de São Paulo para regulamentar a exploração dos espaços públicos. Além das permissões municipais, existem também exigências da Vigilância Sanitária e de formalização da atividade como pequena empresa ou microempreendedor Individual.

Por isso, antes de investir no negócio, o empreendedor deve se informar sobre como proceder para regularizar seu Food Truck, obter as licenças em seu município e, também, sobre os custos deste processo.

Já para operar em espaços privados não é preciso o TPU, apenas atender às normas da Vigilância Sanitária e fiscais, e, em alguns casos, pagar um aluguel. Existem diversas opções neste modelo como, por exemplo, a participação em eventos gastronômicos, eventos corporativos (como feiras de negócios e festas empresariais), eventos em shopping centers, festas de aniversário, casamentos e food parks.
A opção por atuar em espaços privados, como em estacionamentos ou galpões, ocorre também pelas facilidades oferecidas pelos organizadores, como segurança e infraestrutura (banheiros, mesas comunitárias, limpeza). Em troca disso, o empreendedor paga um aluguel que pode variar entre 100 a 500 reais por dia. Um exemplo deste tipo de local é o Butantan Food Park em São Paulo - o primeiro ambiente criado para os restaurantes móveis, localizado na zona oeste da capital paulista, com 1.400 metros quadros e 16 vagas para vans, 13 para barracas e seis carrinhos. O espaço é revezado diariamente. Para comercializar no Food Park, é necessário passar por uma entrevista prévia e pagar uma taxa por dia utilizado.

Existem também as “feirinhas gastronômicas”, que operam no mesmo modelo do Food Park. Em São Paulo, segundo reportagem publicada por Mariana Oliveira e Meriane Morselli na Veja São Paulo em 02/10/2014, seis dessas feirinhas e food parks somados, oferecem mais de 130 pontos de venda de comida e chegam a atrair aproximadamente 20.000 pessoas nos finais de semana. Esta tendência também já é vista em outras cidades como Vitória, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte entre outras.

Como a demanda do público consumidor por estes tipos de evento é grande, e a oferta de espaços para os Food Trucks limitada, atualmente existem filas e alto custo para se conseguir os melhores espaços. Com o tempo, a tendência é que a oferta e procura de espaços se equilibre. No entanto, alguns eventos, de maior popularidade e possibilidade de retorno, continuarão sendo disputados.
Outra questão a se considerar é que, apesar de fugir dos custos de um restaurante, os donos de food trucks precisam estar prontos para lidar com outros desafios. Vários fatores como chuva, frio e calor, podem atrapalhar o negócio. O empreendedor deve estar pronto para isso.

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